domingo, 13 de dezembro de 2009

Excerto de um poema

Quando o ardor das minhas palavras persuasivas
Retirou das trevas do erro
A tua alma degradada,
E que, cheia de uma dor atroz,
Tu, retorcendo as mãos,
Amaldiçoaste o vício que te arrastou;
Quando, castigando a consciência,
Atormentada pela recordação,
Me contaste a história toda
Daquilo que houve antes de mim,
E, de repente, ocultando o rosto entre as mãos,
Cheia de vergonha e de horror,
Te desfizeste em lágrimas,
Desolada, convulsa...

De uma poesia de Niekrássov

Um comentário:

Anônimo disse...

Oh god,amei. Amei porque a imagem de alguem que se desfez em lágrimas, desolada, convulsa... faz-me lembrar um dia, um dia que já passei e que já vi. E, na minha vida, quanto a mim, este poema faz todo o sentido. TODO.