Agora que o sonho acabou,
A sua existência terminou.
Jaz agora sepultada
a criança que nunca nasceu.
Invade-me uma nostalgia
de um desejo paterno,
de ter nos braços o produto da
combinação perfeita de dois seres que se amam
(ou amavam?)
Vejo-a agora pálida e fria...
Ela já não brinca,
Ela já não chama por mim
Pois eu já não o seu pai...
O pai? Será outro!
Que fazes tu aí dentro,
cercada por essas quatro paredes de madeira?
Anda para dentro, não te quero doente!
Oh, mas tu já estás morta!
Abraçada à relação perfeita,
que em tempos existiu,
no teu leito de morte.
Já não sou o teu pai, Alice, já não sou o teu pai...
segunda-feira, 22 de março de 2010
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