terça-feira, 24 de novembro de 2009

Introdução

“Sou um homem ridículo. Agora já quase me têm por louco. O que significaria ter ganho em consideração, se não continuasse sendo um homem ridículo. Mas eu já não me aborreço por causa disso, agora já não guardo rancor a ninguém e gosto de toda a gente, ainda que se riam de mim... sim, senhor, agora, não sei por quê, mas sinto por todos os meus próximos uma ternura especial. Teria muito gosto em acompanhá-los no vosso riso... não precisamente nesse riso à minha custa, mas sim pelo carinho que me inspiram, se não me fizesse tanta pena vê-los. É pena que não saibam a verdade. Oh, meu Deus! quanto custa isso de ser um só a saber a verdade! Mas isto não compreendem eles. Não, nunca compreenderiam isto.”

Fiodor Dostoiévski

3 comentários:

Mia wallace disse...

Eu compreendo. Quando fecho os olhos, riem-se de mim. Quando os abro, vejo pessoas a rirem-se por dentro. Sinto-me ridícula porque nem a mim própria sou capaz de facilitar as coisas e fazer com que as coisas não sejam tão duras. Parece que gosto de sofrer, mas não gosto. O que não gosto é de não ter espaço para sofrer. Sofrer até nem me importaria se tivesse alguma liberdade para o fazer ao pe dos que amo. Sofrer, sempre sofri e não sou a unica. Todos nos sofremos. Eu nao posso sofrer, porque tenho de estar bem. Tenho de ter dinheiro para comer e estudar, tenho de ficar independente. Mas sinto.me uma copia barata de kafka, do homem que ele foi, não do seu génio, mas dos sentimentos impotentes que nutriram na sua pele. Acho que mesmo depois de morta a sensação ficará algures neste mundo. E, mesmo depois de uma certa pessoa morrer, o medo não vai sair de mim. Já está tão infiltrado, tão recalcado, é impossível. Eu teria de ser uma pessoa nova. Se bem que naqueles momentos em que não penso, que descrevi no meu último texto, fossem os unicos em que eu esquecesse tudo à minha volta e só sentisse prazer.

Molly

Mia wallace disse...

"My Body Is A Cage"

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key

I'm standing on a stage
Of fear and self-doubt
It's a hollow play
But they'll clap anyway

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key

You're standing next to me
My mind holds the key

I'm living in an age
That calls darkness light
Though my language is dead
Still the shapes fill my head

I'm living in an age
Whose name I don't know
Though the fear keeps me moving
Still my heart beats so slow

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key

You're standing next to me
My mind holds the key
My body is a

My body is a cage
We take what we're given
Just because you've forgotten
That don't mean you're forgiven

I'm living in an age
That screams my name at night
But when I get to the doorway
There's no one in sight

My body is a cage that keeps me
From dancing with the one I love
But my mind holds the key

You're standing next to me
My mind holds the key

Set my spirit free
Set my spirit free
Set my body free

ah ola

ve a letra dessa musica

Sandra M. E. Lopes disse...

Gostei da escolha do texto para introdução do blog! Não o conhecia, mas inspirou-me bastante. Acho que todos temos um tanto de ridículo... Não por o sermos, mas porque os outros nos colocam em tal papel, muitas vezes por não nos compreenderem tão bem.