"Ser-se moderno é encontrarmo-nos num ambiente que nos prometa aventura, poder, alegria, desenvolvimento, transformação de nós próprios e do mundo, e, ao mesmo tempo, que ameaça destruir tudo o que possuímos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. Ambientes e experiências modernas trespassam todos os limites geográficos e de etnicidade, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: neste sentido, modernidade pode ser dita como forma de unir o ser humano. Mas é uma união paradoxal, uma união de desunião: derrama-nos a todos num turbilhão de desintegração e renovação perpétuas, de luta e contradição, de ambiguidade e de angústia."
Marshall Berman, Tudo o que é sólido se dissolve no ar
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